quarta-feira, 30 de junho de 2010

Campanha contra o câncer de mama

Nháaaaaa!

Desta vez tô aqui para ajudar a divulgar uma campanha. Solidariedade além de bonito e nobre, também está na moda. Estamos vendo muito casos de câncer de mama hoje em dia. Quem não conhece alguém que infelizmente já teve, conhece a história de um amigo do amigo. Então, abro um espaço aqui no meu blog para ajudar a campanha:


O Instituto Neo Mama de Prevenção e Combate ao Câncer de Mama em conjunto com a Equipe do Site do Câncer de Mama gerenciam uma campanha que necessita de cliques para alcançar quotas que lhes permitam oferecer mamografias gratuitas a mulheres brasileiras necessitadas.

Demora menos de 5 segundos, mas fará uma grande diferença acessar o site e clicar no botão cor de rosa que diz:
"Campanha da Mamografia Digital Gratuita".

Acesse diariamente o Website:


Não demora e não custa nada, ajudem a detectar precocemente o câncer de mama. Ele tem cura!

Observação: Caso você ainda não saiba, 1% dos casos de câncer de mama acomete os homens.

Então pessoALL, vamos ajudar!!!

Beijos,

Jackie.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

José Saramago e Eu

Hoje, 18/06/2010, minha manhã ficou triste quando vi a manchete no jornal: “Morre o escritor português José Saramago”. Tive a impressão de que meu coração parou por alguns segundos. Foi um choque... Uma tristeza.

José Saramago na Bienal do Livro do Rio, em 1999.

Fiquei me lembrando com saudade do único encontro que tive na vida com esse grande autor. Sim, tive essa sorte em 1999, quando era aluna de Letras da PUC-Rio. Portugal era o país homenageado na Bienal do Livro daquele ano. E Saramago foi um dos autores portugueses presentes no evento. Ele fez uma rápida passagem pela PUC a convite da Professora Cleonice Berardinelli e participaria de um debate aberto a toda universidade. Aquilo não só seria um grande prazer, mas sim uma sorte grande. Pois naquele semestre eu cursava Literatura Portuguesa e meu grupo faria um seminário sobre José Saramago. Tudo o que precisava era perguntar a ele sobre as minhas dúvidas em relação ao livro Ensaio Sobre a Cegueira. Este livro tornou-se o livro da minha vida, e a partir disso, Saramago se tornou o meu autor predileto.

Ter a oportunidade de perguntar sobre meu livro favorito ao próprio autor – que também tinha se tornado o meu autor favorito - me fez ter um frio na espinha de tanto nervoso. Lembro-me que tinha formulado perguntas sobre os personagens, a história e até mesmo sobre aquela maneira tão diferente de discurso: o uso de apenas pontos, vírgulas e ponto vírgulas e a falta de parágrafos em todos os seus livros... Mas cadê a coragem de pegar o microfone, fazer as perguntas e encarar o Saramago e toda aquela gente no auditório?? A Lilian, que era do meu grupo e minha amiga até hoje, pegou o microfone e leu as minhas perguntas. Confesso que fiquei frustrada por não ter conseguido vencer o meu nervosismo e falar com o meu autor favorito...

Quando acabou o debate, me retirei dali meio com raiva de mim mesmo, porém feliz por ter conseguido respostas para as minhas perguntas e assim a minha parte do seminário estava pronta. Fui ao banheiro do Departamentoo de Letras, que ficava do outro lado do auditório. Depois fiquei no corredor do andar arrumando minhas coisas na bolsa e na pasta. Pensei: “Pronto, vou pra casa. Missão cumprida”. Quando descia as escadas, adivinha com quem deparei subindo as escadas??? Ele, Saramago e a Dona Cléo. Deus tinha me dado uma segunda chance e desta vez não desperdicei e fui bem cara de pau: “Com licença, Sr. Saramago, posso perguntar uma coisa?”.
E ele respondeu muito simpático: “Claro, pode sim, minha filha”.
Nossa! Fiquei em estado de graça! E disse: “Sou aluna de Letras daqui, curso uma matéria de Literatura Portuguesa e meu grupo vai apresentar um seminário sobre o senhor. Eu vou falar do “Ensaio sobre a cegueira”... Li o livro, mas queria ouvir do senhor: Por que escolheu uma cegueira branca ao invés da negra/escura? Existe algum significado?”.
Ele respondeu: “Escolhi a cegueira branca porque queria mostrar a cegueira do espírito, que é pior que a cegueira física...”
Eu sorri e agradeci: “Muito obrigada!”
E Dona Cléo tratou logo de levá-lo dali, senão era capaz que eu arrumasse outras perguntas... rs

Lógico que mencionei o meu encontro com Saramago no final da minha apresentação e disse que Deus tinha me dado uma segunda chance com o meu autor favorito. Desde então sou fã, admiradora de Saramago e sua obra. A partir de hoje, não terei mais um novo livro do Saramago para ler... O que resta é me deliciar com Caim, seu último livro, que tive o prazer de comprar em abril e ainda está minha “fila de leitura”.

Pra finalizar, deixo uma mensagem, que recebi por e-mail do Departamento de Letras da PUC-Rio hoje, escrita por Dona Cléo, que era amiga de Saramago:

Em seu Diário , no dia 3 de Dezembro de 1935, escreveu Miguel Torga: “Morreu Fernando Pessoa. Mal acabei de ler a notícia no jornal, fechei a porta do consultório e meti-me pelos montes a cabo. Fui chorar com os pinheiros e com as fragas a morte do nosso maior poeta de hoje...” Hoje, agora há pouco, neste dia 18 de junho de 2010, chega-me pelo telefone a notícia de que morreu Saramago. Não tenho pinheiros nem fragas para meter-me entre eles e ir chorar minha profunda tristeza, mas posso, pelo menos, dizer que estou chorando a morte do maior ficcionista de Portugal, um dos meus mais queridos amigos...

Cleonice Berardinelli

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Copa 2010 - jogo 1: Brasil vence, mas não convence

Nháaaaaa!

Ontem a seleção brasileira estreou na Copa de 2010 e apesar de ter vencido a partida contra a Coréia do Norte, ainda não estou convencida que esta seleção vá trazer o tão desejado hexa.

Com um primeiro tempo apático, não houve grandes jogadas e nem gols. Kaká parecia estar se poupando fisicamente, Robinho ainda deu uma pedalada, mas não fez gols e Luis Fabiano foi impedido váaarias vezes.



No segundo tempo, finalmente um gol de Maicon e depois de Elano. Após as substituições de Kaká por Nilmar e Elano por Daniel Alves o time até melhorou... Mas ainda tomou um gol da Coréia do Norte, um time fraco em relação aos grandes times desta Copa.

Deixo a pergunta no ar: a seleção brasileira tem condições de trazer o hexa com esse time tão previsível nas jogadas ou jogou dessa forma porque era um jogo de estréia e todos estavam nervosos? De qualquer forma, eu sou brasileira e torço muito pela seleção. Boa sorte, meninos!


Bjos,

Jackie.